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Radiola é Alan Abreu (bateria), Fabinho (vocal), Felipe Kowalczuk (percussão, scratches), Germano Estácio (percussão), Larriri Vasconcelos (baixo), Tico (guitarra) e Tadeu Mascarenhas (teclados, produção). Banda baiana que chega ao segundo e independente álbum, “Gelo liso é paraíso pra quem sabe dançar”, e surpreende pela qualidade, pois não.
O primeiro álbum, “Dois de fevereiro”, era mais bem intencionado do que outra coisa (e de boas intenções, o inferno pop anda cheio). Com Tadeu Mascarenhas assumindo uma maior participação na musicalidade da banda, a Radiola alcança uma sonoridade mais grooventa e melhor elaborada em “Gelo liso é paraíso pra quem sabe dançar”.
O disco, explica o grupo, “foi concebido durante todo o ano passado de uma maneira bem diferente do álbum anterior. Para conseguir uma sonoridade mais verdadeira, gravamos a grande maioria do instrumental das músicas de uma vez só, ao vivo”.
Uma banda que gosta de groove precisa ser competente e criar boas canções – caso contrário, é melhor parar tudo e mergulhar nas raízes da black music americana (e brasileira). E, de modo geral, a Radiola mostra que sabe bem o que está fazendo quando rearranja suas influências de funk, de rock e de ritmos afro-brasileiros (samba, elementos de candomblé, berimbau...).
Seis canções básicas para entrar na boa vibe de “Gelo liso é paraíso pra quem sabe dançar”:v 1 – A faixa-título, cartão de apresentação, entrega o seu espírito funky no suingue e no esperto arranjo de metais.
2 – “Caminho de roça”, parceria com Otto (que participa dos vocais), cria uma ponte entre o afro-pop de Salvador e a viajante geração pós-mangue beat de Recife.
3 – “Samba da opinião”, com participação especial de Marcela Bellas no vocal, é um sambalanço de melodia deliciosa.
4 – “Calandu”, parceria com Bruno Luedy, mistura Ary Barroso, afro-baianidade (sampleando pontos de terreiro e o afoxé Filhos de Gandhy) e guitarras pesadas, num experimentalismo prestes a tropeçar (mas que não tropeça).
5 – “Não pode mais parar”. Canção para encher a pista: “Vivendo atrás do que vale a pena/ E o que vale a pena é balançar/ Vem pra dançar/ É de arrasar/ Enquanto a nega fica de bobeira/ O que a vale a pena é balançar/ Ô Zé Mane levanta da cadeira/ Que o que vale a pena é balançar/ Vem pra dançar/ É de arrasar/ Quem cai nesse suingue/ Não pode mais parar”. Simples, é assim que se faz.
6. Uma ótima versão de “Tapanacara”, de Raul Seixas & Cláudio Roberto. É prima-irmã de “Não pode mais parar” em termos de poder dançante.
* * *
Mais sobre Radiola? Vá em www.bandaradiola.com.br. Ah!, domingo (dia 17/5), a banda faz show de lançamento do álbum no anfiteatro do Parque da Cidade, Pituba, às 11h. Entrada franca.
http://correio24horas.globo.com/blogs/pophead/
